sábado, 15 de abril de 2017



Os principais alimentos que sustentam a vida do corpo (com exceção de pequenas quantidades de substâncias como vitaminas e sais minerais) podem ser classificados como carboidratos, gorduras e proteínas. Em termos gerais, esses alimentos não podem ser absorvidos, em suas formas naturais, através da mucosa gastrointestinal e, por esta razão, são inúteis como nutrientes, sem digestão preliminar. Assim, este capítulo discute, primeiro, os processos pelos quais carboidratos, gorduras e proteínas são digeridos a compostos que podem ser absorvidos e, segundo, os mecanismos pelos quais os produtos finais da digestão, bem como água, eletrólitos e outras substâncias, são absorvidos.

Digestão das Proteínas no Estômago. 

Pepsina, a importante enzima péptica do estômago, é mais ativa em pH de 2,0 a 3,0 e é inativa em pH acima de 5,0. Con - sequentemente, para que essa enzima tenha ação digestiva sobre a proteína, os sucos gástricos precisam ser ácidos.
as glândulas gástricas secretam grande quantidade de ácido clorídrico. Esse ácido clorídrico é secretado pelas células parietais (oxínticas) nas glândulas a pH em torno de 0,8, até se misturar ao conteúdo gástrico e às secreções das células glandulares não oxínticas do estômago; o pH da mistura fica, então, entre 2,0  faixa favorável à atividade da pepsina.


Um dos aspectos importantes da digestão pela pepsina é a sua capacidade de digerir a proteína colágeno, proteí- na de tipo albuminoide, pouco afetada por outras enzimas digestivas. O colágeno é constituinte significativo do tecido conjuntivo celular das carnes; portanto, para que outras enzimas do trato digestivo digiram outras proteí- nas das carnes, é preciso, primeiro, que as fibras de colá- geno sejam digeridas. Consequentemente, em pessoas que não produzem pepsina nos sucos gástricos, a carne ingerida é menos processada por outras enzimas digestivas e, portanto, pode ser mal digerida.

GASTRINA

A gastrina é hormônio secretado pelas células da gastri- na, também chamadas de células G. Essas células ficam localizadas nas glândulas pilóricas no estômago distal.
Quando carne ou outros alimentos proteicos atingem a região antral do estômago, algumas das proteínas desses alimentos têm efeito estimulador das células da gastrina, nas glândulas pilóricas, causando a liberação de gastrina no sangue para ser transportada para as células ECL do estômago. A mistura vigorosa dos sucos gástricos transporta a gastrina, rapidamente, para as células ECL no corpo do estômago, causando a liberação de histamina que age diretamente nas glândulas oxínticas profundas. A ação da histamina é rápida, estimulando a secreção de ácido clorídrico gástrico.

O ácido clorídrico é um componente importante que ajuda no processo de digestão. Dada a seguir são detalhes a respeito dos níveis normais de ácido clorídrico no estômago, juntamente com o que acontece quando há sobre e sob a secreção de ácido gástrico presente.

Como é que o estômago realiza digestão?

Sabias que a concentração de pH de ácido clorídrico no estômago é tão baixa como 1 a 2? Este pH é baixo ou suficiente para derreter material sólido! Assim, como o estômago protege auto-digestão? Bem, o estômago protege-se contra ácido forte como existe a secreção de uma camada de muco espesso de protecção que evita que o ácido prejudique as células do estômago. Além disso, bicarbonato de sódio auxilia na prevenção de danos para as células do estômago.








Ácido clorídrico baixo

Como mencionado anteriormente, o ácido clorídrico no estômago tem muitas funções importantes, e assim, quando há uma redução na secreção do mesmo, isso conduz a vários problemas. Diminuição da produção de ácido clorídrico é conhecido como hipocloridria, ao passo que a ausência completa de ácido clorídrico é conhecida como acloridria. Esta diminuição da produção de ácido clorídrico pode ocorrer devido a deficiência de vitamina e nutrientes. Há muitos sintomas de ácido clorídrico baixo no estômago tais como fezes com cheiro ruim (devido a presença de alimento não digerido), atraso no esvaziamento gástrico, inchaço abdominal superior e  flatulência geral, sonolência após a refeição, fome frequente, etc.. Além disso, uma diminuição dos níveis de ácido gástrico também conduz a maior susceptibilidade para infecções do tracto gastrointestinal, como o ácido clorídrico também tem as propriedades de ser um desinfectante. Assim, todos estes sintomas apontam para a secreção e diminuição da produção de ácido clorídrico no estômago. O tratamento para a hipocloridria ou acloridria envolve incluindo produtos alimentares que irão auxiliar o processo de digestão ou irão estimular a produção de ácido clorídrico no estômago. Estes alimentos incluem pimenta caiena, o vinagre, os suplementos de enzimas digestivas, etc..


As consequências disso para sua digestão: 


  • O alimento vai ficar mais tempo parado no estômago e você se sente estufado 
  • O alimento pode fermentar e gerar gases no estômago aumentado a sua pressão e forçando sua abertura que favorecem o refluxo e a azia
  • A baixa acidez permite que bactérias, que seriam destruídas pelo HCl, sobrevivam e passem para o seu intestino
  • Quando o alimento finalmente consegue sair do estômago e vai para o duodeno, a sopa (quimo) não está tão ácida como deveria estar e a liberação de bicarbonato de sódio e enzimas é reduzida (logo o alimento passa a ser mal digerido aqui também)
  • Quando a sopa vai para o intestino restaram proteínas, gorduras e carboidratos mal digeridos que não foram quebrados em aminoácidos, ácidos graxos e glicose, frutose ou galactose
  • Os nutrientes não são absorvidos corretamente e alguns peptídeos de alimentos mal digeridos podem acabar passando para corrente sanguínea e sendo identificados como "corpos estranhos" e o seu corpo cria anticorpos para estes alimentos, surgindo as alergias alimentares
  • A má absorção de nutrientes pode causa problemas em diversas partes do corpo causando principalmente: cansaço, indisposição e dores nas articulações.

Fontes: Fisiologia GUYTON








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